terça-feira, 15 de março de 2011

Recuperação solicitada



Santa Adélia, 21 de março de 2011. Finalmente aconteceu algo de concreto ao projeto de retomada do saudoso Cine São Paulo. Nosso amigo e parlamentar, Dr. Paulo Rúbio (PDT), através de indicação solicitou ao Prefeito Municipal, Marcelo Hercolin (DEM), que estude a possibilidade de se recuperar o antigo cinema local. Excelente ato de apoio ao projeto de recuperação do cinema, que agradeço, publicamente, com os mais sinceros votos de congratulações, muito obrigado Dr. Paulo, em nome de toda população santa-adeliense. Espero que através desta solicitação nosso Prefeito pense com carinho no projeto e crie uma Lei para aquisição do prédio, que seria o passo mais importante de todos, assim como, espero também que toda população se mobilize a esse favor.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A história do Cine São Paulo

Neste último dia do mês de janeiro de 2011, que completa 20 anos que sta. Adélia esta sem seu saudoso cinema, eu coloco aqui, em forma de gratidão a essas pessoas, um pouco da história do referido cinema.
O texto foi tirado do livro de autoria da querida Samira Bedran, a qual eu agradeço pelo livro e apoio!

SANTA ADÉLIA, em 1.915, era simplesmente um distrito, mas tinha homens idealistas, progressistas e pensavam que a cidade comportaria um cinema.
Dito e feito. Organizaram uma comissão e começaram a trabalhar por esse cinema. Eis alguns desses organizadores: Cel. Relíquias de Souza Guimarães, Joaquim Cotrim, Calixto Bedran, Afonso José de Souza, Francisco Fenerich, Eduardo Bedran, além de outros.

Foi no dia 1º de Maio de 1.915, que inauguraram o primeiro cinema com o nome de Bijou-Salão, sob a direção do Sr. JOÃO MIGUEL ATAB; dois anos depois, em 1.917, a Direção passou para o Senhores JOÃO ACCORSI e ANGELO BIDÓIA.

Em 1.921, tornou-se proprietário do cinema o Senhor CESAR BEDRAN, com o nome de PERY-CINEMA, proprietário que fora durante décadas.

Posteriormente a propriedade e direção passou a ser do Senhor NICANOR VICTOR STOCCO, com o nome de CINE-SÃO PAULO, que por mais de trinta anos proporcionou diversão, lazer e cultura ao povo de Santa Adélia.

Depois do Sr. VITOR STOCCO, passou o CINE-SÃO PAULO, a pertencer ao Sr. José Carlos Angélico, morador de Fernando Prestes.

Com o aparecimento do videocassete, o Cine-São Paulo, foi perdendo seu público, ocasionando assim o seu fechamento.

EXTRAÍDO DO LIVRO: SANTA ADÉLIA - CIDADE HOSPITALEIRA (1993) - DA AUTORA E PESQUISADORA SAMIRA BEDRAN

domingo, 16 de janeiro de 2011

20 anos sem cinema

Neste mês de janeiro de 2011 completam exatos 20 anos, que o município de Santa Adélia esta sem seu cinema, o saudoso cine São Paulo! Uma triste constatação, afinal de contas, foram duas décadas que a população santa-adeliense ficou sem acesso a nenhum tipo de cultura - não estou considerando os eventos esporádicos -, foi uma geração inteira de jovens sem-tela! Não me impressionam os comentários que recebo quase que diariamente, por parte da maioria dos jovens, com espanto e curiosidades sobre a informação de que ali naquele prédio já foi o cinema da cidade! Historia de nosso município que não faz parte do aprendizado de nossas crianças... “Uma Sociedade Que Não Conhece Seu Passado, Não Tem Perspectiva De Futuro”. Tomem como exemplo o município de Cajuru – SP, que tem um dos melhores índices de educação do estado, graças ao cinema que a prefeitura implantou na cidade, e, que ajuda no desenvolvimento dos alunos do ensino publico. Espero que não tenhamos que esperar mais 20 anos para ter nosso cinema de volta! Fazemos valer nosso direito de cidadão, cinema de volta JÁ!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cinema em cena

O cinema nasceu como uma diversão popular. Desde os primeiros locais de exibição até as grandes salas que dominaram a arquitetura urbana por várias décadas no século passado, o espaço do cinema se consolidou como atividade de preços acessíveis e próxima do espectador. O slogan dos exibidores e distribuidores de filmes – em breve, num cinema perto de você –, durante muito tempo foi o emblema de uma atividade de acesso universal, participante da vida urbana e sensível à organização do espaço público.

O Brasil já teve um parque exibidor vigoroso e descentralizado: quase 3.300 salas em 1975, uma para cada 30.000 habitantes, 80% em cidades do interior. Desde então, o país mudou. Quase cento e vinte milhões de pessoas a mais passaram a viver nas cidades. A urbanização acelerada, a falta de investimentos em infraestrutura urbana, a baixa capitalização das empresas exibidoras, as mudanças tecnológicas, entre outros fatores, alteraram a geografia do cinema. Em 1997, chegamos a pouco mais de 1.000 salas.

Com a expansão dos shopping centers, a atividade de exibição se reorganizou. O número de cinemas duplicou, até chegar às atuais 2.200 salas. Esse crescimento, porém, além de insuficiente (o Brasil é apenas o 60º país na relação habitantes por sala), ocorreu de forma concentrada. Foram privilegiadas as áreas de renda mais alta das grandes cidades. Populações inteiras foram excluídas do universo do cinema ou continuam mal atendidas: o Norte e o Nordeste, as periferias urbanas, as cidades pequenas e médias do interior.

Hoje, para os profissionais e empresas do setor audiovisual, a ampliação do parque de salas de cinema é uma diretiva consensual, porque abre perspectivas para todos os agentes econômicos. Porém, a motivação para uma ação federal nessa área vai além das razões do cinema. Neste momento, o Brasil se mobiliza para qualificar os serviços das cidades, as condições de transporte, habitação, saneamento, para atender, integrar e melhorar a qualidade de vida de populações há muito desassistidas.

O Programa Cinema Perto de Você participa desse movimento, focado em levar cinema e serviços culturais para mais perto de todos os brasileiros. É uma iniciativa sem similar na história brasileira, como reconhecem os agentes do setor. Essas medidas representam um desafio aos empreendedores para o crescimento, e uma oportunidade para o fortalecimento e a modernização do cinema no Brasil.


Aguardamos pela iniciativa em Santa Adélia!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cinema da Cidade


BOA NOTICIA!!!

Recebi da ANCINE, na semana passada, a informação de que Santa Adélia poderá participar da chamada publica para o programa Cinema da Cidade, que será lançada em breve! Lembrando que este projeto de construção de cinemas em cidades que não possuam salas de exibição, são para os municípios com população entre 20mil e 100mil habitantes, porém o município de Sta. Adélia poderá se inscrever, em caráter excepcional. Peço a administração da cidade que faça atenção nesse sentido, e não percam essa oportunidade, de levar, novamente, cultura através do cinema a toda população santa-adeliense e da região, por favor!

VAMOS NOS MOBILIZAR A ESSE FAVOR.

sábado, 30 de outubro de 2010

Cinema e Cenoura

Há alguns anos que as concessões (leia-se Bombonière) são as principais fontes de renda das redes de cinema, mas, nem sempre foi assim! Algumas décadas atrás o consumo de comestíveis não era comum nas salas de cinema e, sim em circos e teatros! No maximo uma água ou refrigerantes, além das balas. Recentemente numa dessas conversas familiares, minha mãe contou uma passagem dos seus 18 anos, quando trabalhava para uma família distinta de Santa Adélia, em 1963. Disse-me ela que as filhas de sua patroa picavam Cenouras em casa pra levar ao cinema, cine São Paulo, fato comum à época! Levar cenouras pra comer no cinema! Olha que não era família pobre... Muito pelo contrario. Hoje conhecemos as sessões Fast food, com direito a tudo, principalmente sujeira e falta de educação. Da a impressão que vão a um abrigo nuclear! Barulho na sala do começo ao fim do filme, apesar de que hoje temos até propaganda nos cinemas... Mas isso já é uma outra historia. Abraços.

... Vai uma cenourinha ai?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Retomada

Hoje, quinta-feira, 30 de setembro, esta sendo inaugurado no Jardim Sulacap, Rio de Janeiro, o primeiro complexo cinematográfico do programa, Cinema Perto de Você, do governo federal. Ainda esse ano, em dezembro, numa iniciativa do prefeito, Eduardo Paes, será inaugurada a primeira sala do programa, Cinema Popular, que pretende abrir cinemas nas favelas do Rio de Janeiro.

Vejo nessas medidas e atitudes, a importância do cinema nas comunidades, como veículo de interação social e cultural, além de lazer e entretenimento, soma-se a ele os programas educacionais e formadores de platéia.

Chamo atenção novamente da população, administração e empresariado santa-adeliense para que se mobilizem em prol a esse projeto de retomada do Cine São Paulo.


Uma cidade sem cinema é igual casa sem janela.